terça-feira, 5 de junho de 2018

Petrópolis se prepara para a 29ª Bauernfest com 30 mil litros de chope e oito toneladas de salsichão. Segundo maior evento do gênero no país comemora as tradições germânicas em 10 dias de festa, de 22 de junho a 1º de julho, com muita gastronomia, danças típicas e concursos



Do dia 22 de junho a 1º de julho, o Petrópolis vai se transformar em um burgo alemão com a 29ª edição da tradicional Bauernfest, o segundo maior evento do gênero do País, que acontece no Palácio de Cristal e no seu entorno, bem no Centro Histórico da Cidade Imperial. 

Terra de D. Pedro II, Petrópolis, na Região Serrana do Rio, em plena temporada de Inverno, homenageia os colonos germânicos, que ajudaram a construir a cidade idealizada pelo Imperador. 



Serão 10 dias comemorando as tradições germânicas, com muita gastronomia, dança e músicas típicas, incluindo, claro, o chope e o salsichão, paixões alemãs. Concursos de chope a metro, melhor cuca, desfiles, Jogos Germânicos, artesanato e expansão do evento para a região de Itaipava completam a festa este ano.

“A cada ano a festa vai ficar ainda melhor”, destaca o prefeito Bernardo Rossi, apontando que a ampliação para áreas do entorno do Palácio de Cristal, deram mais opções e conforto para os turistas. “Os petropolitanos são os anfitriões do evento e toda a cidade abraçou a festa e recebe os visitantes compartilhando o que temos de melhor”.

Com entrada gratuita, o coração do evento é o Palácio de Cristal, que vai receber grupos folclóricos, bandas musicais, marciais, corais, grupos teatrais e uma série de atividades culturais voltadas para exaltar a alegria dos colonos. 

Realizada pela prefeitura através do Instituto Municipal de Cultura e Esportes e a Turispetro, com a parceria do Clube 29 de Junho, a gastronomia será outro ponto alto da festa. 

Serão 40 barracas, sendo 30 divididas entre alimentação, bebidas, souvenir e fotografia e 10 destinadas ao artesanato local, espalhadas pelos jardins do Palácio, pela Rua Alfredo Pachá, e a Praça da Liberdade, que fazem parte do circuito a pé do Centro Histórico. Em toda a festa, devem ser consumidos cerca de oito toneladas de salsichão e 130 mil litros de chope.



“Esse é o principal evento do nosso calendário. A cidade se ‘veste’ com as cores da festa e o morador é o anfitrião dessa grande homenagem aos colonos, que tanto trabalharam para construir nossa cidade. Assim como no ano passado, quando recebemos mais de 320 mil pessoas, a cidade está preparada para receber os turistas e mostrar as tradições germânicas que ainda preservamos aqui, além de ser uma das festas preferidas dos petropolitanos, muitos que carregam o sangue germânico”, destaca o prefeito Bernardo Rossi.


Novidade este ano, as barracas da festa terão horário estendido. Diferente do que acontecia nos últimos anos, agora, o evento mais aguardado pelos petropolitanos e turistas passa a funcionar todos os dias (exceto no dia da abertura) a partir de 10h. 

No ano passado, esse era o horário restrito aos fins de semana. A abertura do evento, no dia 22 de junho, será de 18h à meia noite. E a partir do dia seguinte até o encerramento a festa abrirá sempre pelas manhãs.

“Ainda vivemos bastante a cultura germânica na cidade, mas a principal delas acredito que seja na gastronomia. Muitos descendentes ainda fazem pães, lingüiças, cucas. É na comida que a gente mais percebe essa influência”, frisa a presidente do Clube 29 de Junho, Emygdia Hoelz, que é descendente de quatro famílias germânicas.

Outro ponto alto da festa ficará por conta dos desfiles, nos dois domingos do evento, dias 24 de junho e 1º de julho, às 10h, com participação de famílias de descendentes dos colonos e grupos folclóricos. E o Desfile de Luzes, com lanternas que serão entregues para moradores e turistas e deixa o Centro Histórico iluminado, no feriado do dia 29 de junho, às 19h30. Para os amantes da cerveja, o concurso de chope a metro acontece todos os dias (exceto no dia da abertura) à noite, com a grande final no encerramento da festa. Já os que preferem os esportes poderão participar dos Jogos Germânicos, que acontecem na Praça da Liberdade, com diversas modalidades.



Turismo aquecido durante a festa
Alta temporada para o turismo em Petrópolis, por causa do friozinho da Serra e o período de férias, a cidade espera ocupar quase 100% dos leitos de seus hotéis e pousadas, principalmente durante os dois fins de semana da festa. 

A média da ocupação hoteleira feita no último domingo (03.06) mostra que cerca de 20 dias antes do evento, hotéis e pousadas do primeiro distrito já estavam com cerca de 80% dos leitos ocupados para os fins de semana de 23 e 24 de junho e 30 de junho e 1º de julho.

No ano passado, a Bauernfest movimentou R$ 40 milhões em 10 dias de festa, com a participação de mais de 320 mil pessoas. Para 2018, a expectativa é de um crescimento de, pelo menos, 10% no movimento do evento.

“Já temos reservas em hotéis para a festa desde o ano passado. Esse é um evento que muitos turistas aguardam por ele, recebemos pessoas do Brasil inteiro. Estamos trabalhando para dar ainda mais qualidade à festa esse ano e, com isso, aumentar os resultados. Mas temos certeza de que, novamente, a Bauernfest será um sucesso”, explica o secretário da Turispetro, Marcelo Valente.

Para os turistas, a festa conta com esquema especial para ônibus. Em 2017, a cidade recebeu mais de 350 ônibus de turismo só nos dois fins de semana do evento.

Palco Brasil com jogo da Copa
Petrópolis também vai unir o futebol da Copa do Mundo às tradições alemãs durante a 29ª Bauernfest. Paixão nacional, moradores e turistas terão a oportunidade de assistir as primeiras partidas da seleção brasileira dentro da programação da festa, em um telão que será instalado na Praça da Liberdade, no Centro Histórico. O local também recebe o “Palco Brasil”, com atrações musicais que vão do samba ao rock sempre após os jogos.

Na Praça da Liberdade, o público vai poder contar com três barracas de comida típica. E, lá, poderão acompanhar o desempenho do Brasil durante da Copa. Mesmo após a Bauernfest, o telão e o palco continuarão instalados para transmitir as partidas do Brasil até o final do campeonato. 

O primeiro jogo da seleção brasileira dentro do período da festa será no dia 22 de junho, às 9h, contra a Costa Rica. O segundo será no dia 27 do mesmo mês, às 15h, disputando contra a Sérvia.

Concursos
Antes do início da festa, a prefeitura já lançou dois concursos que farão parte da 29ª Bauernfest. Um será para a escolha da Realeza da festa, com a seleção de uma Rainha e duas princesas que comprovadamente tenham descendência germânica. 

E outro para escolher a melhor cuca do evento. As duas já estão com inscrições abertas e devem ser feitas no Instituto Municipal de Cultura e Esportes.

Para o concurso de Rainha e Princesas da Bauernfest, as inscrições terminam nesta quinta-feira, dia 7 de junho. Mulheres com ascendência germânica, moradoras de Petrópolis, com idade entre 18 e 30 anos podem se candidatar para representar a Festa do Colono Alemão. 

O concurso acontece no dia 16 de junho, às 19h, no Palácio de Cristal. Para a Rainha o prêmio é de R$ 4 mil, para a Primeira Princesa R$ 3 mil e a Segunda Princesa R$ 2 mil.

Já para a melhor cuca, as inscrições terminam no dia 20 de junho. O concurso será realizado no dia 23 de junho, às 16h, no Palácio de Cristal, quando os candidatos deverão levar suas cucas para serem avaliadas pelos jurados. O vencedor vai ganhar um jantar com um acompanhante.

Expansão para Itaipava
Petrópolis este ano estará “vestida” de Bauernfest também nos distritos. Após o período oficial da festa, o Parque Municipal, na região de Itaipava, vai receber a Jugendbauernfest, entre os dias 5 e 8 de julho, com atrações musicais, danças folclóricas, comidas típicas, chope e cerveja artesanal. 

Com a palavra Jugend, que significa juventude em alemão,o objetivo é atrair os mais novos para ajudar a manter a preservação da tradição germânica na cidade.

Na programação da Jugendbauernfest, assim como a Bauernfest, o foco será a tradição germânica, presente até hoje na vida dos petropolitanos. 

Haverá decoração temática, apresentações com grupos de dança germânica, bandas, e DJs animando o público nos intervalos das atrações. 

Além disso, caso a seleção brasileira de futebol tenha alguma partida na Copa do Mundo durante o período do evento, também haverá transmissão dos jogos. A entrada será gratuita.

“A cultura germânica está em todos os cantos da nossa cidade, já estava na hora de levarmos a festa para outro bairro. O Palácio de Cristal continua sendo o centro do evento, mas este ano Itaipava também ganha atrações culturais inspiradas na tradição germânica para completar as homenagens aos colonos. Serão quatro dias de festa, no fim de semana seguinte ao encerramento da programação no Centro Histórico”, frisa o diretor-presidente do Instituto Municipal de Cultura e Esportes, Leonardo Randolfo.



A história
Os primeiros colonos germânicos chegaram a Petrópolis no dia 29 de junho de 1845. A data é comemorada com feriado na cidade. Os colonos trabalharam na construção da Estrada Velha da Estrela e no palácio de verão do Imperador, hoje Museu Imperial. 

Até hoje, Petrópolis respira a cultura germânica em suas construções, indústrias, gastronomia, costumes, danças e corais, nomes e ruas de bairros, entre outros. A cervejaria mais antiga do Brasil, a Bohemia, instalada na Cidade Imperial, foi fundada em 1853 por um colono.

A Bauernfest, criada para homenagear os imigrantes germânicos, é considerada a segunda maior festa do gênero no Brasil, perdendo apenas para a Oktoberfest, no Sul do país. 

A idealizadora, a descendente de quatro famílias germânicas Emygdia Hoelz, que é presidente do Clube 29 de Junho, parceiro da prefeitura na organização do evento, explica que, quando a festa surgiu, era chamada de Festival Germânico e alguns anos depois foi transformada em Bauernfest, que significa Festa do Colono, após a entrada da prefeitura na parceria do evento.

“A festa é uma homenagem aos colonos e também seus descendentes. Quando criei o primeiro evento, em 1983, tínhamos apenas três barracas – uma de comida salgada, outra de doce e uma de bebidas. Elas eram emprestadas da Igreja Luterana e transportávamos de carroça. Depois foi crescendo. Em 1989 o evento foi um sucesso, com a participação de uma banda austríaca com 47 componentes. No ano seguinte começou a parceria com a prefeitura e ela começou a ser chamada de Bauernfest, para tirar o nome em português e colocar um alemão. Naquela época, Petrópolis era uma cidade pacata, então a minha ideia era homenagear os colonos, mas também movimentar o município”, explica.

Hoje, a Bauernfest é o principal evento do calendário de festas da cidade. Só no ano passado, ela contou com 200 apresentações envolvendo cerca de 1.000 artistas de grupos folclóricos, bandas musicais, marciais, corais, grupos teatrais, entre outros.

Mais de 320 mil pessoas acompanharam a festa. Estabelecimentos comerciais em diversos bairros, mas principalmente no Centro, costumam se “vestir” com as cores da festa, que é a mais aguardada do ano pelos petropolitanos.



Jani-King automatiza processos para alavancar a produtividade e atrair novos franqueados, A empresa estará na ABF Expo Franchising 2018


Maior franquia de limpeza comercial do mundo - há quase meio século em atividade em três continentes e presente no Brasil há vinte e sete anos -, a Jani-King acaba de implantar a segunda etapa do seu plano de automação que oferece ganhos de produtividade aos seus franqueados, além de afinar seus controles de aferição de satisfação dos clientes.

A Jani-King apresentará seu novo sistema de automação e planos diferenciados de franquias para o período do evento, durante a ABF Expo Franchising 2018, de 27 a 30 de junho, no Expo Center Norte, Pavilhão Azul e Branco, estande 105, em São Paulo.

Tudo para agilizar a operação de suas franquias e otimizar o tempo de seus franqueados, tem sido a meta da Jani-King Brasil nos últimos dois anos.

Treinamento e reciclagem contínua, controles, produtividade, KPIs são as chaves do crescimento do fornecedor de serviços de limpeza. 

Mais ainda, compreender a demanda de respostas rápidas do cliente, efetuar ajustes e correções no menor tempo possível, sem perder a qualidade, são quesitos cruciais para a aquisição e manutenção de contratos.

Encurtando a distância
Por outro lado, num país de dimensões continentais como o Brasil, abrir uma franquia de limpeza distante dos grandes centros pode assustar o empreendedor. 

Os custos envolvidos em despesas de viagem para os treinamentos, reciclagens e cursos pode ser relevante e exigir um investimento extra.

Para otimizar a operação de suas franquias, racionalizar custos e atrair novos franqueados a Jani-King Brasil vem desenvolvendo controles de automação de seus processos. 

O primeiro passo foi a criação e uma plataforma de capacitação e integração exclusiva para os seus franqueados. Implantada no ano passado, a plataforma vem sendo constantemente ampliada. 

Nela, os franqueados dispõem da biblioteca de todos os manuais de operação, grade de cursos a distância, e treinamentos e reciclagens on line. A plataforma também oferece webinars mensais sobre temas atuais relativos a operação de franquias.

Para a aferição da satisfação do cliente, além, do duplo processo de controle aplicado pelo franqueado responsável pela operação e pela própria Jani-King, foi desenvolvido o sistema de satisfação do usuário por QR Code. 

Adesivos com QR Code são afixados em diversos pontos dos empreendimentos sob os cuidados dos franqueados Jani-King e possibilitam, a qualquer usuário avaliar a qualidade dos serviços, utilizando seu smartphone, enviando, em poucos cliques, elogios, críticas ou sugestões. Tudo em tempo real.

“Os novos processos de automação elevam nosso negócio a um novo patamar na busca da excelência da nossa prestação de serviços e, consequentemente, na manutenção de nossos clientes e extensão de contratos. Mais ainda, oferecem uma oportunidade única a novos empreendedores que desejam iniciar seu negócio com modelo comprovado e previsão de despesas mais ajustadas”, diz Christian Rojas, diretor geral da Jani-King do Brasil.


Sobre a JANI-KING
Maior empresa de franquia de limpeza comercial do mundo, a JANI-KING iniciou suas atividades em 1969, nos Estados Unidos. Conta, hoje, com cerca de 9 mil franqueados que atendem a dezenas de milhares de clientes com o apoio de mais de 120 escritórios regionais, em nove países. 

Com sede em Dallas, no Texas, a empresa trabalha focada em estratégias de longo prazo com o objetivo de assegurar a continuidade de relação com seus clientes e franqueados (www.janiking.com). 

Presente no Brasil desde 1991, com escritórios de apoio no Rio de Janeiro e São Paulo, a empresa tem 63 franquias que atendem a mais de 1.500 clientes e todo o país.

Contato corporativo: 
Tel. - 11 3842-4206

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Visitar a Grécia é de fato uma valiosa lição de história. Atenas é uma galeria de arte a céu aberto e uma cidade alegre, moderna, muito segura em que se anda tranquilamente a qualquer hora. A Grécia Antiga e a Moderna proporciona aos turistas belos momentos. Assista vídeo da troca da guarda



Texto e fotos: Arnaldo Moreira

O segundo dia em Atenas foi, como o anterior, muito produtivo e contribuiu para manter a forma física com a derretimento de centenas de calorias (espero), de tanto caminhar para os pontos turísticos. O primeiro, já perto do meio dia, foi Ágora de Atenas. 



Ao contrário de outros locais, Ágora localiza-se num dos pontos mais baixos a cidade e era ali que existiam mercados e feiras num dos lados e edifícios públicos do outro, cada um com uma representação sócio-política na cidade. Era uma grande praça, lugar de reuniões, encontros, e em um dos lados tinha mercados e feiras livres.



Ágora - que na verdade foi inicialmente um espaço definido por marcos de pedra, até que começaram a aparecer construções, edifícios públicos e de escritórios - possui hoje um edifício absolutamente preservado graças a uma doação da Fundação Rockfeller, em 1950, a Estoa de Átalo foi completa e fielmente restaurada.


O edifício de dois andares foi construído pelo Átalo II de Pérgamo em mármore pentélico e pedra calcária e atendeu às diversas ordens gregas, a dórica e jónica, no térreo e jónica e pergamenha, no 1º andar e mede 115 m x 20 de largura. 



É, de fato, um monumento sumptuoso.



Os corredores em ambos os andares são decorados com estátuas e outras peças grandes e a parte interna mantem uma rica exposição de pequenas peças, todas recuperadas nas escavações realizadas em Ágora. 





Outro edifício que é considerado o originalmente mais bem conservado do mundo é o Templo de Hefestos, que tem suas colunas intactas e boa parte do teto, isso graças à sua utilização como igreja cristã, no século V d.C. e a principal igreja ortodoxa em Atenas, no Império Otomano. 







Totalmente destruído durante a II Guerra Médica, em 480 a.C. ainda se podem ver os restos do edifício Tholos, sede dos pritanos, 50 conselheiros que presidiam la Boulé. No mandato de Arístoles, um terço desses conselheiros passavam a noite no edifício para garantir que houvesse magistrados disponíveis para atender às demandas.


Um monumento pouco divulgado pelo turismo de Atenas é o que serviu de prisão do filósofo Sócrates, nascido na cidade entre 460 e 470 a.C e falecido, aos 70 anos, um dos fundadores da filosofia ocidental.



Sócrates além de filósofo foi um dos generais na guerra de Peloponeso, mas acabou preso por desobedecer uma norma que impunha que todos os mortos na guerra fossem sepultados, mas Sócrates preferiu mandar todos os soldados de volta a Atenas.  Ao chegar a Atenas o general foi preso.
  

Porém, conseguiu livrar-se defendendo a tese de que se não houvesse sobreviventes ninguém poderia enterrar os mortos no campo de batalha. Ficou livre por mais 30 anos quando foi enviado, de novo, para o cárcere, agora, por não reconhecer as divindades impostas pelo estado e ainda acrescentar novos deuses, além de ser acusado de corromper a juventude com suas ideias.



Encarcerado numa caverna no monte de Filopappou, situado em frente a Acrópole, Sócrates foi sentenciado à morte. Conta a história que ao lhe entregar a taça com cianureto para ele beber, o carrasco chorou.

Biblioteca de Adriano





Este monumento foi criado no ano 132 d.C., no lado norte da Acrópole de Atenas, pelo imperador Adriano, no bom estilo arquitetônico do Fórum Romano. Em uma parte eram guardados os papiros e as demais eram usadas como salas de leitura. Em 267 d.C., o edifício foi seriamente danificado durante a invasão dos hérulos (povo germânico que invadiu o Império Romano do século III) e de 407 e 412 foi restaurada pelo prefeito Herculius, mas acabou esquecida muitos séculos e só em 1885 escavações trouxeram de volta as colunas do estilo coríntio, de oito metros de altura do monumento. 



No período bizantino no local foram construídas três igrejas.

Praça Monastiraki



Um lugar agitadíssimo de Atenas é a Praça Monastiraki, localizada no bairro (se assim se pode chamar) Plaka, onde há um mercado, restaurantes com bons preços, uma estação de metrô que, como em outras estações tem expostas relíquias de escavações, como vasos, pratos, entre outros objetos.



Plaza é uma região repleta de restaurantes, comércio de todo o tipo e onde se encontram de bons restaurantes a bares de todo o padrão, lojas de souvenires, de moda feminina e masculina.  



Nas ruas sempre cheias de gente há uma profusão enorme de idiomas, sotaques de turistas do mundo todo. Enfim, uma verdadeira festa.

Troca da guarda presidencial



Outra atração imperdível em Atenas é a troca da guarda presidencial composta pelos soldados Evzones, ou Tsoliades - a unidade de Infantaria de elite do Exército -, em frente ao Parlamento grego, onde está também o Monumento ao Soldado Desconhecido, na Praça Sintagma.



Os curiosos, a maioria esmagadora estrangeiros, se espremem no canteiro central da avenida e na lateral do Parlamento para assistir à troca da guarda, todos os domingos às 10h30, mais coreografada que já vi.


Entretanto, os soldados que estão nas guaritas brancas com telhado azul (as cores da bandeira da Grécia) no Parlamento, são um espetáculo diário muito interessante pela bela coreografia que executam. 

Assista o vídeo que mostra esse bailado dos Evzones. Para fazer parte dessa tropa de elite os militares não podem ter menos de 1,82 de altura.

Depois de alguns momentos totalmente imóveis caminham em movimentos lentos e cronometrados em sua farda que se chama fustanella composta de um kilt (saia), meias brancas altas justas, sapatos com uns pompons na ponta, uma boina vermelha e fuzil. É de fato um espetáculo digno de ser visto. 

Assista os vídeos
https://youtu.be/ftkbcKRJWYM

https://youtu.be/ftkbcKRJWYM

























sexta-feira, 1 de junho de 2018

Atenas uma cidade que vive da herança milenar deixada pela Grécia antiga. Acrópole de Atenas é o monumento mais importante da Grécia, mas a cidade é polvilhada por sítios arqueológicos. Conhecer a capital grega é uma aula de história ensinada pelo berço da civilização ocidental


Texto e fotos: Arnaldo Moreira


Acabo de chegar, a Atenas, num voo de Lisboa, da companhia grega Aegean Airlines, por sinal com um bom serviço de bordo e espaço entre os assentos, na Econômica, para as pernas, melhor do que qualquer companhia brasileira e do que a própria TAP, enfrentando um diferença horária de seis horas em relação ao Brasil e muito cedo para fazer o check-in no hotel.



O aeroporto de Atenas, é como qualquer outro - todos são iguais pelo menos os que conheço pelo mundo, exceto ao amanhecer, basta ver a foto acima - e fica a 30 km da cidade. Para chegar ao centro optei pelo táxi que cobra 38 euros, estabelecidos numa placa fincada no chão à saída do desembarque e mais 1,40 do pedágio na auto-estrada, aliás de excelente qualidade.

Percorridos alguns quilômetros tive a sensação de estar no Rio de Janeiro pela paisagem montanhosa que dali se vislumbra, emoldurada por morros, sem favelas.



Depois de mais uns quilômetros a 80/90 km/h, se chega a Atenas, o berço da civilização ocidental, descobrindo logo que a capital grega enfrenta os mesmos problemas das demais cidade europeias: carros às centenas estacionados em ambas as margens das ruas, por absoluta falta de garagens nos prédios, como ocorre em Lisboa, por exemplo.



Óbvio que ao chegar ao hotel, o The Athenian Callirhoe Exclusive, localizado na Rua Kallirrois, 32, às 6h30 da manhã - o voo saiu à meia-noite e meia de Lisboa, hora local - me limitei a deixar as bagagens ali e partir para explorar bem cedo a famosa e bela Acrópole, que apenas conhecia pela televisão que transmitiu dali um espetáculo do maestro e compositor grego Yanni.



Com a previsão do tempo anunciando temperatura superior a 30º, aproveitei o clima ameno de 21º e parti para Acrópole, óbvio orientado pelo Google Maps. As bilheterias estavam ainda fechadas, o que me deu tempo para consultar alguns detalhes da visita, quando descobri que jornalista é isento do pagamento do ingresso, que custa 30 euros - ali, poupei sem esperar R$ 136 (ao câmbio, de R$ 4,65, disparatado para o real em relação ao euro).



Acrópole - cidade alta - é de fato deslumbrante. Ali, a 150 metros acima do nível do mar, rodeados por uma muralha, repousam 2.468 de História, já que a sua construção data de 450 anos A.C., erigida por Péricles, e servia como refúgio aos habitantes contra os ataques dos inimigos de outras cidades e ali foram construídos templos em honra dos deuses gregos, sendo a mais conhecida a Acrópole de Partenon, dedicada à deusa grega Atenas.



Ali, há vestígios sólidos da cultura Helenista que se difundiu pelo mundo mediterrânico, euro-asiático e oriental, fundindo-se com a cultura local. 



Hoje, há uma preocupação muito grande com a preservação de Acrópole e de seus teatros,o mais importante o Teatro de Dionísio (Deus do Vinho), situado na encosta Sul da Acrópole de Atenas. Nele, foram representadas as célebres tragédias clássicas de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes.



A importância destes monumentos para o mundo está bem visível e vivo nos inúmeros idiomas dos milhares de turistas que enfrentam a subida das escadas e rampas para Acrópole. 



Ali, como em outros pontos turísticos pelo mundo, como no Coliseu, de Roma, está o mundo em movimento e em paz, em plena harmonia. 

Museu de Acrópole



Satisfeita a curiosidade de Acrópole de Atenas, visita que dura em torno de duas horas, com muitas fotos procurando os melhores ângulos e tentando não enquadrar na sua foto os demais visitantes, o que confesso é difícil, está na hora de descer e rumar para outro ponto turístico, o novo e belo Museu de Acrópole, a três centenas de metros da majestosa Acrópole.



À entrada, o visitante passa sobre ruínas cobertas por vidro. O museu foi construído exatamente sobre esses vestígios que restam da Grécia antiga. O ingresso custa 5 euros, mas, mais uma vez, os jornalistas são poupados do pagamento. 


De Acrópole se vê a cidade inteira
Nos três andares do museu há peças históricas de milhares de anos salvas pelos arqueólogos que continuam trabalhando em Acrópole e em outros pontos da cidade. No terceiro andar uma imensa cafeteria é encontrada em boa hora para descansar e comer alguma coisa, num ambiente refrigerado de onde se vê ao alto a Acrópole, porque ninguém é de ferro. 


Atenas se estende até ao mar Egeu
E nisso está na hora de voltar para o hotel, fazer o check-in, tomar um belo banho e descansar, mas decidi escrever a matéria do primeiro dia em Atenas.



De volta à rua, depois de um merecido descanso, para conhecer o Estádio Panatenaico, onde começaram as provas de atletismo dos Jogos Olímpicos e em cujas arquibancadas de mármore cabem 60 mil pessoas.



Ali perto fica o Jardim Nacional, muito bem cuidado e caminho para as ruínas do Templo de Zeus, no Monte Olimpo, muito destruído de que restam apenas algumas colunas, mas que deixam perceber a sua grandiosidade e importância que teve. 


Afinal, era mais importante dos deuses gregos, o Rei dos Deuses, Deus do Céu, do Trovão e dos Relâmpago, e ainda da Ordem da Lei e da Justiça na mitologia grega. 


Ruínas que fazem parte do complexo do Templo de Zeus

O ingresso custa seis euros e mais uma vez, os jornalistas têm entrada free.



Do lado, está o Arco de Adriano, um portão monumental construído para celebrar a chegada desse imperador romano e homenageá-lo pelos benefícios que fez a Atenas. 






Em pleno Jardim Nacional e de frente para uma bela fonte pode se ver um edifício de estilo neoclássico, o Zappeion, onde acontecem normalmente eventos oficiais e privados.



Nada melhor para encerrar o dia do que assistir o pôr-do-sol do terraço-restaurante muito elegante do hotel The Athenian Callirhoe, que fica de frente para Acrópole iluminada, e de onde se vislumbra uma boa parte da cidade. 






Depois de uns bons vinhos e experimentar, para mim novidades, da cozinha grega é hora de recarregar as baterias para nova investida por Atenas.