Em 2015, a TAP teve um resultado negativo de €$ 99 milhões de euros, que compara com €$46 milhões negativos, de 2014.
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O presidente Maduro, da Venezuela, impôs um calote de quase €$100 milhões à TAP |
Sem este fator extraordinário, o resultado teria sido de apenas €$7,6 milhões de euros negativos – que compara com os €$46 milhões negativos do ano anterior - evidenciando uma clara recuperação, face a 2014.
As receitas atingiram um total de 2.398 milhões de euros, que comparam com os 2.489 registados em 2014.
O agravamento da situação laboral no final de 2014 e no segundo trimestre de 2015 afetou a confiança do mercado na TAP, mas as principais causas para o resultado negativo resultam da crise econômica
e política do Brasil, que provocaram não só uma quebra do volume de tráfego mas também uma redução significativa da tarifa média.
Embora em menor escala, a contração da economia angolana influenciou também negativamente as ligações aéreas afetando também os resultados da Companhia.
Os custos de exploração atingiram o valor de €$2.269 milhões, que comparam com
€$2.341, em 2014.
Os custos de exploração atingiram o valor de €$2.269 milhões, que comparam com
€$2.341, em 2014.
A melhoria resulta, em especial, do reforço das medidas de contenção adotadas e da descida do preço dos combustíveis, cuja fatura atingiu os 660 milhões de euros, valor que compara com os €$798 registados em 2014.
A situação da Venezuela diz respeito a vendas no período entre março de 2013 e janeiro de 2015, cujos montantes ficaram retidos devido à crise económica, penalizando não só a TAP mas todas as restantes companhias internacionais que operam para aquele País.
A situação da Venezuela diz respeito a vendas no período entre março de 2013 e janeiro de 2015, cujos montantes ficaram retidos devido à crise económica, penalizando não só a TAP mas todas as restantes companhias internacionais que operam para aquele País.
A dimensão dos valores retidos só não é maior porque em janeiro de 2015 foi decidido suspender a venda de viagens naquele País.
A TAP continua a desenvolver diligências para recuperar os valores em dívida mas, devido ao prolongamento da situação, houve necessidade de integrar estes valores nas contas de 2015, situação idêntica à adotada por outras companhias internacionais.
De realçar, por último, que a dívida total da TAP desceu, em 2015, de €$1.062 milhões de euros para €$942, como resultado de reembolsos entretanto efetuados já no ano passado, beneficiando do inicio do processo de capitalização proporcionado pela entrada na TAP, como acionista, do Consórcio Atlantic Gateway.
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O presidente-executivo da TAP, Fernando Pinto, apesar da crise do Brasil e de Angola conseguiu reduzir o deficit da companhia. |
De realçar, por último, que a dívida total da TAP desceu, em 2015, de €$1.062 milhões de euros para €$942, como resultado de reembolsos entretanto efetuados já no ano passado, beneficiando do inicio do processo de capitalização proporcionado pela entrada na TAP, como acionista, do Consórcio Atlantic Gateway.