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sábado, 27 de janeiro de 2018

Sem dúvida o Brasil deu um passo importante visando o aumento de turistas no País, ao desburocratizar e facilitar a obtenção de vistos de entrada a turistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e Emirados Árabes, agora concedidos em apenas 72 horas. Há porém outras medidas que o Brasil precisa tomar para aumentar o número de turistas, que hoje não passa de 6,5 milhões (menos do que os que visitam o Chile). Aumento da segurança pública, melhoria da qualidade de vida do povo. Até lá turismo no Brasil vai continuar difícil.



Os turistas dos Estados Unidos já podem solicitar o visto de entrada no Brasil por processo totalmente eletrônico e poderão ser concedidos em apenas 72 horas. 

A medida foi acertada entre o Ministério do Turismo e as autoridades estadunidenses e deverão render dividendos significativos ao País. 

Outros três países foram beneficiados com a implantação do visto eletrônico: Austrália, Canadá e Japão. E ainda este mês passou a vigorar a isenção de vistos para os países dos Emirados Árabes, aprovado no Congresso Nacional.

De acordo com estudos da Organização Mundial de Turismo (OMT)MT, o Brasil deverá receber R$ 1,4 bilhão a mais nos próximos dois anos. 
De acordo com dados da Organização Mundial do Turismo (OMT), medidas de facilitação de entrada dos turistas incrementam em até 25% o fluxo entre os destinos beneficiados. 

Pelas projeções do Ministério do Turismo, os visitantes americanos gastarão US$ 177,6 milhões a mais na economia brasileira.

Os estadunidenses são o segundo maior mercado emissor de turistas para o Brasil, atrás apenas da vizinha Argentina. De acordo com as últimas estatísticas, mais de 570 mil turistas dos EUA escolhem o Brasil como destino turístico e injetam US$ 710,5 milhões na economia nacional por ano. 

“Os números parecem satisfatórios, mas ficam muito aquém do nosso potencial. Temos um amplo espaço para aumentar o fluxo turístico entre os nossos países com ganho para todos os envolvidos”, comentou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.

Competição com o Caribe
O ministro ressaltou que entre o Brasil e os EUA estão todas as praias do Caribe. “Se queremos competir pelo turista internacional, temos de acabar com a burocracia e estender um tapete vermelho para ele optar pelos nossos destinos, movimentar a economia e gerar emprego no nosso país”, afirmou o ministro. O Brasil é o destino de apenas 0,7% dos mais de 75 milhões de turistas americanos que viajam pelo mundo.

“Demos um sinal claro e inconteste para a comunidade mundial que estamos abertos e totalmente interessados em intensificar o nosso intercâmbio no mais amplo sentido”, comentou Marx Beltrão. No último estudo de competitividade do turismo do Fórum Econômico Mundial, no quesito abertura internacional o Brasil ficou na 96ª posição entre 136 países.

Perfil
Pesquisa feita pelo Ministério do Turismo aponta que 40,7% dos estadunidenses que desembarcaram no Brasil em 2016 se hospedaram em hotéis, flats ou pousadas e 60% deles vieram ao Brasil sozinhos.

O gasto médio per capita foi de US$ 73 e esses turistas ficaram, em média, 17 dias no País. A principal fonte de informação foi a internet (41%), seguida dos amigos e parentes (28,6%).

Os Estados Unidos são os maiores emissores de turistas para o Brasil fora da América Latina. Com a desburocratização e simplificação proporcionadas pelo visto eletrônico podemos ser mais competitivos e receber 200 mil turistas norte-americanos a mais por ano, de acordo com projeção da OMT. 

O aumento do fluxo de turistas também pode gerar mais negócios e mais investimentos dos Estados Unidos no Brasil, em especial para a área de eventos que tem sido penalizada pelos vistos tradicionais. 

"O desafio da Embratur será ampliar a promoção do Brasil para que esses turistas tenham mais informações sobre todo nosso potencial turístico”, avaliou o presidente da estatal, Vinicius Lummertz.

Em relação aos destinos, os mais procurados para negócios foram São Paulo (40,4%), Rio de Janeiro (34,6%) e Salvador (3,7%). 

Já no quesito lazer as procuras foram por Rio de Janeiro (72,1%), São Paulo (19,3%) e Foz do Iguaçu (15,8%). A pesquisa mostra que os americanos gostaram do que experimentaram. Para 81,7% deles a viagem atendeu ou superou as expectativas.
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