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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Turistas e população de São Paulo terão à disposição 20 mil bicicletas que poderão deixar no destino, já a partir de Julho. Terão GPS através do qual serão liberadas e soltas ficarão junto das estações de trem e metrô



Um novo sistema de compartilhamento de bicicletas vai colocar 20 mil bicicletas nas ruas de São Paulo a partir de julho. A novidade: elas não ficarão presas a estações, como nos modelos existentes hoje na cidade, e sim soltas.

Isso significa que uma pessoa pode pegar qualquer bicicleta do sistema que esteja na rua e depois também pode deixá-la em qualquer lugar.

No modelo, chamado "dockless" (sem estação), popular na China e também existente em cidades europeias, as bicicletas ficam travadas na rua, e os usuários podem liberá-las por meio de um aplicativo para celular. Quem traz a iniciativa para São Paulo é a Yellow, empresa fundada por ex-executivos da Caloi e da 99 Táxis.

As bicicletas são feitas para aguentar o impacto do uso constante. Os quadros são de aço (mais baratos e mais resistentes), e o pneu é maciço, sem câmara de ar, o que reduz o custo com manutenção, já que ele não fura.

A ideia é que as bicicletas sejam usadas em trechos curtos, de 1 a 2 km, para complementar o transporte público, como integração entre a casa do usuário e a parada de ônibus ou a estação de metrô.

Por isso, o sistema vai começar com mais força pelo centro expandido, em saídas de estações de trem e metrô. Mas a ideia é também alcançar as periferias da cidade.

Carros farão a redistribuição das bicicletas no começo, mas "o sistema se balanceará sozinho", aposta Eduardo Musa, ex-dono da Caloi, hoje à frente da Yellow.
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